No começo foi apenas um rolinho…

Fotografando Paisagens

Tenho dificuldade com paisagem, princpalmente porque me sinto muito mais a vontade fotografando pessoas do que lugares. Antes, para mim, paisagens eram apenas um lugar bonito pra fazer um retrato. Até uma amiga ressaltar que, quando não há ninguém na paisagem, a gente (que olha a foto) pode se colocar no lugar, abrindo espaço para sonhar. Fiz então uma comparação ao fato de que, quando, não há um rosto muito bem definido, ou os olhos estão escondidos, podemos colocar quem quisermos na fotografia, através da imagnação, e podemos sonhar. E sonhar é lindo e grátis.

Recentemente, uma aluna das minhas oficinas me surpreendeu com suas primeiras fotos – belíssimas, e uma delas me comoveu bastante, apesar da aluna estar “desapontada com o resultado pois esperava outra coisa”.

Foto de Karina Tiemi, durante a oficina de fotografia analógica.

Foto de Karina Tiemi, durante a oficina de fotografia analógica.

Essa foto é justamente o que eu espero fazer com meus ensaios sobre paisagem, uma imagem que me leve a imaginar, posso ver claramente um cavalo branco trotando por entre as arvores, ou ao fundo, uma mulher com vestido longo, passeando calmamente. Ainda estou um pouco longe desse tipo de foto, mas já fiz alguns testes, muitos erros, algumas fotos estão no caminho certo.

Abaixo minhas próprias paisagens neste propósito mais onírico. Primeiro, um riacho, uma pequena queda-dágua, Sem tripé, eu fotografei a 1/8 segundos, os borrões ajudam a dar o ar de  mistério.

Paisagem, Minolta Hi Matic 9, Fuji Acros 100

Paisagem, Minolta Hi Matic 9, Fuji Acros 100

Em seguida, errando feio na exposição, mesmo assim, gostei do resultado de filme de terror.

Paisagem, Minolta Hi Matic 9, Fuji Acros 100

Paisagem, Minolta Hi Matic 9, Fuji Acros 100

Essa abaixo, é uma das preferidas, essa minolta consegue isolar objetos com a profundidade focal, apelando pra sua abertura f1.7.

Paisagem, Minolta Hi Matic 9, Fuji Acros 100

Paisagem, Minolta Hi Matic 9, Fuji Acros 100

Uma exposição mais planejada, o intuito aqui é dar valor para os reflexos e luzes, quase abstrato.

Paisagem, Pentax 645n, Fuji Acros 100

Paisagem, Pentax 645n, Fuji Acros 100

Esta aqui, é a que deu menos certo, na minha opinião, coloco aqui pra mostrar como a falta de objetividade confunde na hora de fotografar. Na foto abaixo, não há assunto, nem a paisagem, nem o corrimão de madeira, nada sobressai. Uma tristeza de foto.

Paisagem, Pentax 645n, Fuji Acros 100

Paisagem, Pentax 645n, Fuji Acros 100

Já esta, é uma oposição a anterior, mesmo com muita informação, fica nítido o caminho pitoresco pelo jardim.

Paisagem, Pentax 645n, Fuji Acros 100

Paisagem, Pentax 645n, Fuji Acros 100

Nessa, gosto do diálogo entre a arvore distante e a próxima.

Paisagem, Pentax 645n, Fuji Acros 100

Paisagem, Pentax 645n, Fuji Acros 100

Mesmo não sendo o meu forte, eu fiz um monte de experimento, e o mais importante neste caso, foi aprender com que não fotografa, ou tá começando agora. Tanto a dica inocente de uma amiga, quanto as fotos dos alunos podem revelar aspectos da fotografia que eu estava deixando passar desapercebidos.

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