No começo foi apenas um rolinho…

Negativo e Copia II – Quando você mesmo tem que fazer a cópia

Introduzi o assunto aqui e falei mais um pouco sobre isso aqui.

Se você gosta de fotografia analógica mas não tem um laboratório em casa, provavelmente deixa seus negativos para serem digitalizados no mesmo lugar onde você os revela. Isso na grande maioria das vezes não é ruim. No entanto, se você experimenta um pouco mais e gosta de fotos “um pouco fora do convencional” deveria se preocupar com quem e de que forma essa cópia digital está sendo feita. Eu fiz uma foto que gosto muito, não é em estúdio e por isso mesmo o resultado, pra mim, é tão surpreendente. Eu consgui isolar a forma como eu queria e ainda manter o espaço negativo (coisas sobre composição que vou abordar mais pra frente).

No entanto a foto tem tons muitos escuros e uma área de muita claridade. Bastante detalhes nas luzes, mas quase nada nas sombras (eu gosto bastante assim, mas é, digamos, fora da regra). Esta é a cópia que veio do laboratório:

Cópia digital feita no laboratório da loja.

Cópia digital feita no laboratório da loja.

Não está ruim, mas o contraste e a perda de meios-tons atrapalha a total apreciação da modelo. Isso ocorre, creio, porque o processo usa um software automático, e, como sabemos, a máquina e o software não tem dicernimento humano para ajudar na sensibilidade (pelo menos por enquanto…). Enquanto eu não tinha um scanner, eu me contentava com essa cópia.

Assim, meses depois, eu adquiri um scanner e tentei refazer esta cópia, seguindo muito mais meu instinto em vez do que a máquina me indicava como correto. E eu penso que é assim que tem que ser. As máquinas são ferramentas que te ajudam a concretizar tarefas, no caso do laboratorista da loja, a tarefa seria entegrar dezenas de rolos digitalizados por dia. E a minha tarefa é passar algumas horas testando e escaneando apenas um negativo. Em ambos os casos, o scanner fez um bom trabalho.

Reinterpretação do mesmo negativo, feita por mim.

Reinterpretação do mesmo negativo, feita por mim.

As diferenças são poucas e sutis, mas ao meu ver, importantíssimas. Compare detalhes lado-a-lado:

Primeiramente, os tons da pele foram recuperados, menos ruído e meios-tons conservados.

Primeiramente, os tons da pele foram recuperados, menos ruído e meios-tons conservados.

E nas áreas escuras, mais detalhes à esquerda, do que a cópia do laboratório à direita.

E nas áreas escuras, mais detalhes à esquerda, do que a cópia do laboratório à direita.

Em um outro post, descreverei como é meu processo de digitalização e quais são as decisões que eu tomo, isso poderá ajudar a você na sua próxima digitalização.

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